Vinte países, incluindo os cinco mais povoados – China, Estados Unidos, Índia, Indonésia e Brasil – e os mais poluentes, acordaram duplicar os seus investimentos em investigação sobre energia limpa para responder às alterações climáticas. A medida foi divulgada pela Casa Branca, em comunicado.

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e de França, Francois Hollande, anunciaram, juntamente com líderes de outros 18 países, em Paris, no início da Cimeira do Clima, a chamada “Missão Inovação”.

O total destas nações representa 75% das emissões mundiais de CO2, um dos principais causadores do aquecimento global, e mais de 180% do investimento em investigação e desenvolvimento de energia limpa no mundo, segundo o comunicado.

Paralelamente, Alemanha, Noruega, Suécia e Suíça vão criar um fundo para incentivar medidas de redução de emissões poluentes nos países em desenvolvimento com uma dotação prevista de 500 milhões de dólares, segundo anunciou hoje o Banco Mundial (BM), que trabalhou com os quatro países na elaboração do projeto.

Este fundo servirá para fazer avançar nos países em desenvolvimento os planos para redução das emissões dos gases que causam o aquecimento global.

O fundo vai incidir em áreas como as energias renováveis, transportes, eficiência energética, gestão de resíduos sólidos e projetos de cidades com baixo nível de emissões de dióxido de carbono (CO2).

A luta contra as alterações climáticas junta esta segunda-feira, em Paris, 196 países. O objectivo é alcançar um acordo vinculativo que permita reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.