A ex-conselheira do Governo Regional da Catalunha, Clara Ponsati, alvo de um mandado de captura europeu, está a tomar medidas para se entregar às autoridades da Escócia, onde está exilada, anunciou a polícia local.

O juiz do Supremo Tribunal espanhol Pablo Llarena emitiu na sexta-feira mandados de detenção europeus e internacionais contra seis dirigentes independentistas que fugiram para o estrangeiro pelo seu papel na tentativa de secessão da Catalunha, incluindo Ponsati.

O ex-presidente do governo independentista catalão Carles Puigdemont, outro dos visados, foi hoje detido pela polícia alemã, perto da fronteira com a Dinamarca, depois de cinco meses de exílio na Bélgica.

A polícia escocesa confirmou, numa mensagem no Twitter, que recebeu a ordem de detenção proveniente de Espanha e indicou que foi contactada pelo advogado de Clara Ponsati, antiga conselheira para a pasta da Educação no governo catalão, no sentido de discutir a sua entrega.

Como outros dirigentes catalães, Clara Ponsati exilou-se na Bélgica no passado dia 30 de outubro, após a destituição do governo regional catalão, no seguimento da declaração unilateral de independência da Catalunha em 27 de outubro.

Há algumas semanas, foi anunciado que se mudou para a Escócia onde iria trabalhar na Universidade de St. Andrews como professora de Economia.

Clara Ponsati recebeu apoio de membros do Partido Nacionalista escocês (SNP), que partilha as aspirações dos independentistas catalães.

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, líder do SNP, referiu, no entanto, que o seu Governo não tem "qualquer poder" para intervir neste processo, que está a ser conduzido de forma "independente" pela polícia e pela justiça.