O pai do bebé palestiniano morto, há uma semana, num incêndio, causado por colonos judeus na Cisjordânia, sucumbiu aos ferimentos, informou hoje fonte oficial.

Saad Dawabcheh não resistiu às queimaduras e morreu no hospital israelita onde foi internado, disse Ghassan Daghlas, responsável no seio da Autoridade Palestiniana pelo norte da Cisjordânia ocupada, que inclui Doma, a aldeia onde fica a casa à qual quatro israelitas pegaram fogo, segundo as forças de segurança palestinianas.

A morte foi confirmada por membros da família Dawabcheh em Doma.

“Saad Dawabcheh morreu e estão em andamento os preparativos para a realização do funeral em Naplus”, perto de Doma, acrescentou o responsável, em declarações à agência AFP.


Na madrugada de 31 de julho um bebé palestiniano, Ali, de 18 meses, morreu, enquanto a sua mãe, Riham, e o seu pai, Saad, foram hospitalizados com queimaduras de terceiro grau em 90% do corpo.

Homens mascarados lançaram ‘cocktails Molotov’ para a casa da família Dawabcheh, que deixara as janelas abertas devido ao calor. A pequena habitação ficou reduzida a cinzas, subsistindo apenas paredes, onde foram escritas palavras como “vingança” e pintada uma estrela de David.

O ataque desencadeou uma série de reações, do lado palestiniano e israelita, mas também da comunidade internacional.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, manteve uma rara conversa telefónica com o presidente da Autoridade Palestiniana, na qual condenou o “ato terrorista” e prometeu uma investigação completa. No mesmo dia, Mahmud Abbas fez saber que iria apresentar queixa ao Tribunal Penal Internacional.