O Metro de Madrid já identificou o autor da circular que pedia que fossem retirados os bilhetes a homossexuais, músicos e mendigos. Segundo o El País, a ideia de vigiar gays, músicos e mendigos no Metro partiu de um empregado da direção de segurança, que é a responsável de enviar por enviar o mapa de serviço às empresas que monitorizam a rede subterrânea.

De acordo com o jornal espanhol, o trabalhador foi suspenso e foi aberta uma investigação para determinar se alguém superior tinha conhecimento da polémica instrução ou por que é que a mesma não foi revista antes de ser distribuída.

A circular fui entrega aos trabalhadores entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta, no início dos turnos. A mesma enumerava as estações e o que deviam fazer os revisores. Na linha 2 entre Sol e Las Rosas, o documento pedia que os mesmos se centrassem nos «músicos, mendigos e gays».

O porta-voz do Governo Regional, Salvador Victoria, revelou que o funcionário foi afastado das suas funções e foi aberto um processo disciplinar. Victoria classificou ainda o ato de «condenável e lamentável».

A empresa já afirmou que vai mudar os procedimentos para evitar que atos como este não voltem a acontecer.

O conselheiro de Transportes, Pablo Cavero, vai reunir-se na próxima segunda-feira com associações homossexuais para explicar o incidente.