O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, apelou esta segunda-feira à comunidade internacional para uma maior partilha da responsabilidade na ajuda humanitária, considerando que o atual modelo é insuficiente.

Ao intervir na sessão de abertura da Cimeira Humanitária Mundial, uma iniciativa das Nações Unidas sobre os principais desafios e respostas a crises, que decorre hoje e terça-feira em Istambul, Erdogan lembrou que apenas alguns países "estão a suportar esse fardo".

"O atual sistema é insuficiente. O fardo é suportado apenas por alguns países e todos deveriam assumir essa responsabilidade a partir de agora", sublinhou o chefe de Estado turco na intervenção, perante uma plateia em que se encontra o primeiro-ministro português, António Costa.

Mais de 50 líderes mundiais dos quatro continentes e 5.000 intervenientes estão presentes na cimeira. 

O principal programa da cimeira inclui sete mesas-redondas temáticas, com a previsível participação de responsáveis mundiais, baseadas num relatório do secretário-geral da ONU sobre o atual "estado do mundo", enquanto numa sessão plenária vão ser apresentadas as linhas de ação e os compromissos concretos comuns com o objetivo de garantir a Agenda para a Humanidade 2030, e outros objetivos delineados.

Nesta primeira cimeira humanitária está previsto o lançamento do "Grande Pacto", uma proposta das Nações Unidas sobre ajuda humanitária e incluída no relatório de janeiro entregue ao secretário-geral, Ban Ki-moon: "Demasiado importante para falhar: abordar as necessidades do financiamento da ajuda humanitária".

Merkel fala em promessas não cumpridas

"São muito frequentes as promessas de doações, mas o dinheiro não existe para os projetos. Isso deve acabar", disse Angela Merkel, na sessão de abertura.

As palavras de Merkel surgiram depois de, na sessão de abertura, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ter apelado à comunidade internacional para uma maior partilha da responsabilidade na ajuda humanitária, considerando que o atual modelo é insuficiente, pois apenas "alguns países suportam esse fardo".