A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu este sábado um acordo sobre alterações climáticas em Paris que seja vinculativo e contenha mecanismos de revisão periódica para conseguir que o aquecimento global não ultrapasse os dois graus.

“Os objetivos de redução [de emissões] propostos nos levariam ao objetivo do limite de dois graus centígrados [comparativamente com valores pré-industriais]. Isso significa que precisamos de processos de acompanhamento e, em minha opinião, de acordos vinculativos”, afirmou Angela Merkel no seu vídeo semanal, antes da inauguração da cimeira do clima, que começa na segunda-feira na capital francesa.

Merkel advertiu que as metas não serão cumpridas com os planos apresentados até ao momento pelos vários países, mas elogiou os esforços realizados e, principalmente, o compromisso assumido pela China, que pela primeira vez assumiu o objetivo de evitar o crescimento das emissões poluentes a partir de 2030.

Serão 196 os países representados em Paris na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), incluindo mais de 140 chefes de Estado e de Governo, como o dos EUA e da China, para tentar alcançar um acordo global vinculativo sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa. 

Estavam agendadas duas manifestações em Paris, uma no sábado e outra em 12 de dezembro, o dia seguinte à conclusão da COP21, onde se previa a presença de milhares de participantes de vários países e de diversas áreas, desde defensores do ambiente até associações da sociedade civil, que foram canceladas por motivos de segurança.