Começa esta segunda-feira em Paris a 21ª Conferência do Clima da ONU (COP21), com os líderes mundiais à procura de fazer história e assinar um novo acordo para combater o aquecimento global.

São cerca de 200 os países representados pelas mais altas figuras dos Estados e que marcam presença num evento de alto nível e apertada segurança, decorridas pouco mais de duas semanas dos atentados que mataram 130 pessoas e que lançaram o pânico na capital francesa.

Depois de muitas tentativas falhadas para definir metas comuns para o futuro, os líderes esperam conseguir um acordo que permita atualizar os compromissos assumidos em 1997, no Protocolo de Quioto. E incluir a China e os Estados Unidos.

Aliás, um sinal positivo é a presença dos presidentes que fazem parte do bloco do bloco dos países com mais emissões poluentes. Apesar de relutante em assumir um acordo ambicioso e vinculativo, a China assumiu pela primeira vez o objetivo de evitar o aumento das emissões a partir de 2030.

Ora a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as alterações climáticas (UNFCCC) consagra como meta limitar a um valor inferior a 2ºC o aumento da temperatura média global registado desde a era pré-industrial (1990).

E a União Europeia tem feito alguns esforços para ajudar a mitigar as alterações climáticas, nomeadamente através do pacote Clima-Energia, que estabelece várias metas para 2020: reduzir pelo menos, 20% das emissões de GEE relação aos níveis de 1990, ter 20% do consumo energético proveniente de energias renováveis e reduzir 20% do consumo de energia primária.

O fantasma de Copenhaga


Em 2009 a expetativa de um acordo na Cimeira de Copenhaga saiu gorada, embora tenha havido alguns avanços. Havia acordo sobre a necessidade de reduzir as emissões mas faltou um acordo vinculativo.

É preciso definir as regras do jogo: calendário, financiamento, metas, compromissos. Em Copenhaga os países ricos comprometeram-se a garantir 100 mil milhões de dólares por ano até 2020. Mas os países menos desenvolvidos querem garantias do cumprimento da promessa e também querem saber quais as condições de financiamento depois dessa data.

Em Paris deverão também ficar definidos os planos nacionais para a ação climática, (INDCs, na sigla em inglês), que cada país apresenta voluntariamente. Até 31 de outubro, 155 países já tinham submetido as suas contribuições, o que corresponde a cerca de 90 por cento das emissões globais de carbono.

O futuro do planeta será discutido até 11 de dezembro.