Várias manifestações convocadas por Organizações Não-Governamentais (ONG) percorrem este sábado as ruas de Paris para expressar o desacordo com as conclusões da cimeira do clima em Paris, que consideram insuficientes para combater o aquecimento global.

A principal teve lugar perto do Arco do Triunfo, onde os manifestantes, na sua maioria vestida de vermelho, usaram uma faixa gigante com mais de 100 metros e desenharam uma enorme linha vermelha com milhares de túlipas e chapéus-de-chuva vermelhos, ao longo da Avenida da Grande Armée, entre a Praça Étoile e a Porta Maillot, segundo um comunicado da associação ambientalista portuguesa Quercus, que também está presente numa outra demonstração.

A Quercus está numa manifestação que tem como objetivo formar uma cadeia humana entre a Torre Eiffel e o monumento ‘Muro da Paz’, situado no outro extremo do Campo de Marte, segundo um comunicado da associação.

A iniciativa "estado de emergência climática" deverá juntar alguns milhares de participantes numa ação “pacífica e determinada”, explica o documento.

Por outro lado, o responsável da polícia de Paris Michel Cadot lembrou que as manifestações estão proibidas pelo estado de emergência, mas reconheceu que três delas seriam toleradas, anunciando o envio de cerca de 2.000 polícias para impedir atos de violência, como os que tiveram lugar há cerca de duas semanas, por ocasião da abertura da COP21, nome da cimeira das Nações Unidas sobre o clima, que termina hoje em Paris.

"São os cidadãos que têm de liderar em matéria de alterações climáticas, não podemos confiar nos nossos políticos, porque eles estão a falhar desde há 23 anos", disse o ativista dos Ecologistas em Ação, Samuel Martin Sosa, à agência de notícias Efe.

Na sua opinião, o acordo alcançado em Paris "não estabelece as bases para uma verdadeira transição energética".

O projeto de acordo final visa conter o aquecimento global abaixo dos 2 graus celsius e limitá-lo aos 1,5 e prevê uma verba de 100 mil milhões de dólares (90,9 mil milhõ