As autoridades francesas colocaram 24 ativistas sob detenção domiciliária em antecipação da abertura da cimeira da ONU sobre alterações climáticas, na segunda-feira, usando o poder do estado de emergência decretado depois dos atentados de Paris.

O Ministério do Interior esclareceu hoje que as medidas foram tomadas para impedir que os ativistas se manifestassem antes da conferência, mas os seus advogados e a Amnistia Internacional acusaram o governo francês de abuso do estado de emergência.

Três dos envolvidos, com idades que se aproximam dos 30 anos, são suspeitos de integrarem um “movimento de oposição radical”, segundo a informação obtida pela AFP.

A cidade australiana de Melbourne marcou esta sexta-feira o início de uma série de manifestações pelo clima que se vão desenrolar em todo o mundo neste fim de semana, com os organizadores a esperarem centenas de milhares de pessoas nas ruas.

“Não me destruam o futuro!” e “Não há Planeta B!” foram alguns dos slogans que os manifestantes naquela cidade australiana exibiam em cartazes, com velhos e novos a exigirem o abandono dos combustíveis fósseis, responsabilizados pelas emissões de gases com efeito de estufa e consequentes alterações climáticas.

Várias organizações não-governamentais vão organizar marchas, no sábado, em Manila, Tóquio, Joanesburgo e Edimburgo e, no domingo, em Seul, Rio de Janeiro, Nova Iorque e Cidade do México.