A escalada de violência em Israel tem-se intensificado nos últimos dias e já fez mais de 100 feridos palestinianos, depois do país ter proíbido a entrada de cidadãos da Palestina na Cidade Antiga.  Este domingo, foram registados confrontos entre as forças israelitas e grupos armados de palestinianos, na Cisjordânia e em Jerusalém, que deixaram dezenas feridos. Nove pessoas encontram-se internadas em estado grave.

“Hoje em Jerusalém Oriental registámos mais de 120 feridos, metade deles por balas de aço recobertas de borracha e os outros por inalação de gás lacrimogéneo. Nove dos quais estão em estado grave”, declarou Amin Abu Gazale, do Crescente Vermelho, em entrevista à EFE.


Abed Manasra, porta voz do grupo humanitário na Cisjordânia, afirmou que, aos feridos em Jerusalém, somam-se "cerca de 50 feridos por munição real e balas de aço recobertas de borracha e uma 30 por envenenamento por inalação de gás lacrimogéneo", na Cisjordânia, nas últimas horas.

Os confrontos estenderam-se a Hebron, como resposta às medidades de segurança impostas para proibir a entrada na Cidade Antiga.

Um palestiniano foi morto depois de ter esfaqueado um israelita esta madrugada em Jerusalém, em Israel, disse hoje a polícia. Este incidente ocorreu horas depois de outro ataque, em que um palestiniano matou dois israelitas e feriu outras duas pessoas, incluindo uma criança.

Para além destes confrontos, que tiveram lugar nas nos bairros de Isawiya, Isariye, Cidade Antiga, Abu Dis e Wadi Yoz, somam-se o assassinato de um casal israelita e dos seus quatros filhos, por um grupo palestiniano, na passada quinta-feira, e o homicídio de dois israelitas, depois do ataque palestiniano à Cidade Antiga de Jerusalém deste sábado.