Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Reading, na Inglaterra, e do centro de pesquisa «Antártica Britânica», descobriram que o musgo é capaz de sobreviver por mais de 1500 anos, períodos só antes observados em bactérias.

O artigo foi publicado, esta segunda-feira, na revista «Current Biology» e de acordo com o estudo, o musgo é capaz de sobreviver a temperaturas extremas, como no Polo Norte.

Depois de extraírem amostras da planta, das profundidades de uma área gélida da Antártida, os investigadores cortaram o musgo gelado em pedaços pequenos e colocaram-nos posteriormente numa incubadora, com a temperatura e o nível de luz normais ao o seu crescimento.

Semanas depois, o musgo voltou a crescer e com técnicas especializadas, os pesquisadores determinaram que o mesmo datava de há mais de 1500 anos.

«Estes musgos permaneceram, basicamente, em um congelamento intenso por um período muito prolongado», declarou Peter Convey, da Antártica Britânica. «A sobrevivência e recuperação dentro desta escala de tempo é muito, muito mais prolongada que qualquer coisa da qual se tenha informado antes».