Chris Harper Mercer, o autor do massacre que teve lugar na Universidade de Umpqua, em Oregon, nos EUA, poupou a vida de um jovem que deveria transportar uma mensagem à polícia. De acordo com a mãe de uma adolescente que sobreviveu ao atentado, o eleito foi apelidado pelo atirador como o “sortudo” que sobreviveria e entregaria um manifesto às autoridades.

O plano de Chris Harper Mercer era matar o maior número de pessoas na universidade, suicidando-se a seguir, e poupando a vida apenas a uma pessoa, que deveria entregar um manifesto escrito por si à polícia.

A mãe de uma sobrevivente, Cheyeanne Fitzgerald, de 16 anos, que está internada no hospital depois de ter sido baleada, contou que assim que o atirador entrou na sala deu um envelope a um dos alunos e mandou-o ir para um canto. Chris terá então afirmado que aquele era “o sortudo”.

Segundo o The Telegraph, as autoridades já vieram confirmar a existência de um manifesto de várias páginas, escrito pelo autor do crime, que foi recuperado no local.

A mensagem deixada por Chris Harper Mercer ainda não foi tornada pública, mas a polícia afirmou que o manifesto continha uma mensagem para as forças policiais.

Entrertanto, outros pormenores do ataque estão a ser revelados pelos sobreviventes. De acordo com Anastasia Boylan, uma das alunas que ficou ferida durante o atentado, o atirador “dava um tiro na cabeça a quem dissesse que era cristão”. O autor avisava-os que a dor “não ia durar muito tempo”, antes de disparar.

Chris Harper Mercer estava munido de pelo menos seis armas. O tiroteio vitimou 10 pessoas, com idades entre os 18 e os 67 anos.