Centenas de toneladas de cianeto, um químico altamente perigoso que é altamente mortal quando o ser humano está a ela exporto, estavam a ser armazenadas no armazém de Tianjin que foi devastado por duas grandes explosões na semana passada.

"O volume é de algumas centenas de toneladas, de acordo com estimativas preliminares"


A informação foi dada pelo general Shi Luze, que é citado pela Lusa. Esta é a primeira confirmação oficial da presença dos químicos no armazém, embora já houvesse suspeitas. E os moradores começaram logo a ser retirados da zona. 

Em conferência de imprensa, o oficial referiu que o cianeto foi identificado em duas localizações da zona onde ocorreram as explosões, na quarta-feira.

O número de mortos continua a aumentar desde sexta-feira, dia em que as explosões ocorreram. O último mbalanço dá conta da morte de pelo menos 112 pessoas.

As autoridades chinesas informaram ainda que 95 pessoas continuam desaparecidas, incluindo 85 bombeiros. Há ainda 720 pessoas hospitalizadas.

Entretanto, o Supremo Tribunal da China anunciou que abriu uma investigação para determinar se houve negligência no caso das explosões no terminal de contentores.

"Vamos investigar possíveis atos ilegais, tais como o abuso de poder, negligência nas obrigações ou qualquer prática que constitua um crime"


Até ao momento, nenhum membro do governo local ou da empresa proprietária do armazém, Ruihai International Logistics, foram considerados responsáveis pelo acidente.

As explosões abriram um buraco gigante. Os destroços impressionam: 


                                         Foto [Lusa/EPA]

A TVI24 deu-lhe já a conhecer a história de um dos operacionais que foi resgatado 36 horas após as explosões. Outro sobrevivente foi encontrado a 50 metros do epicentro das explosões.

O balanço de vítimas foi atualizado esta manhã (madrugada em Lisboa) numa conferência de imprensa, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua.

Na anterior contagem, no sábado, tinham sido reportados 104 mortos.

As redes sociais são o veículo para várias hipóteses sobre a origem das explosões. As autoridades chinesas travaram já as contas de pelo menos 360 utilizadores e suspenderam ou encerraram pelo menos 50 sites, por alegadamente estarem a criar pânico sem fundamento.