É mais um caso de violência em centros médicos chineses. Sete pessoas, incluindo seis enfermeiras e um segurança, morreram esta quinta-feira, apunhaladas num hospital no norte da China. O suspeito, um homem armado com uma faca, foi detido.

De acordo com a agência Xinhua, que é citada pela Lusa, o caso aconteceu quando as enfermeiras e o segurança se encontravam no dormitório dos funcionários do hospital, situado na localidade costeira de Beidaihe.

Além dos mortos, outra enfermeira ficou gravemente ferida, indica a agência, que informa que um suspeito já foi detido.

No ano passado, foram registados pelo menos 11 incidentes graves em centros de saúde da China, nos quais morreram sete médicos e 28 pessoas ficaram feridas.

As razões da maioria destes ataques prendem-se com a insatisfação da população pelos serviços prestados e está também relacionada com desacordos sobre o valor a pagar pelos mesmos. De destacar que os chineses não têm um serviço nacional de saúde e que as despesas costumam ser muito altas no caso de doenças graves.

Os próprios médicos também reconhecem este tipo de crime acontece por causa da desconfiança da sociedade chinesa no sistema de saúde do país. O governo tem aprovado novas leis que reforçam a penalização de quem atenta contra profissionais de saúde, mas os crimes continuam a acontecer.