As autoridades chinesas decretaram “alerta laranja”, o maior estado de emergência proclamado este ano, em Pequim, devido à nuvem de poluição que paira sobre a cidade. Os níveis de concentração de partículas prejudiciais à saúde na nuvem poluente têm batido recordes no último mês.
 
Numa altura em que se discute o futuro ambiental do planeta, na Cimeira do Clima, em Paris, foi decretado estado de emergência na capital chinesa e ordenada a paragem da produção das fábricas locais.

Os edifícios industriais fecharam ou reduziram a produção, durante o fim de semana, o transporte de materiais poluentes foi parado, assim como o trânsito de camiões pesados nas estradas de Pequim.

De acordo com a BBC, nalgumas zonas da cidade, a poluição registou níveis 17 vezes superiores ao limite considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde.

Foram registados níveis elevados de algumas partículas ligadas ao desenvolvimento de cancro e doenças cardíacas. Entre elas estava o PM2.5, que chegou aos 400 microgramas por metro cúbico, superando largamente os 25 microgramas considerados aceitáveis pela OMS.

Um cenário que se repete pela segunda vez neste mês, depois dos níveis de partículas prejudiciais à saúde terem batido recordes no dia nove, atingido valores 56 vezes superiores ao previsto pela OMS.

A situação deve-se maioritariamente à combustão de carvão, para aquecer as casas na região.

A situação deve apresentar melhoras a partir de quarta-feira, mas coloca uma pressão adicional à China para encontrar soluções para os problemas de poluição, durante a Cimeira do Clima. O país continua entre os mais poluentes e foi um dos que se recusou a assinar o Protocolo de Quioto, em 1997.

Leia também: 
UE: poluição do ar matou quase meio milhão em 2013
Poluição matou seis mil portugueses em 2012