Quatro pessoas que lideravam um grupo chinês responsável por esquemas fraudulentos levados a cabo por telefone, no valor de 32,2 milhões de yuan (4,2 milhões de euros), foram condenados esta quarta-feira a penas até 14 anos de prisão.

Segundo a imprensa local, os burlões, dois dos quais são administradores de empresas de propriedade intelectual, geriam um grupo de 140 pessoas - a maioria seus funcionários -, que contactavam aleatoriamente pessoas para dizer que tinham ganhado prémios numa lotaria.

O esquema arrancou em abril de 2015 e os "prémios" oferecidos eram joelharia barata ou coleções de notas e moedas de baixo preço. Os burlões pediam aos "vencedores" que fizessem pagamentos relativos a taxas ou portes de envio, que excediam o valor dos "prémios".

Detidos em janeiro, dois dos suspeitos foram condenados a 14 e 13 anos e meio de prisão e a uma multa de 2 milhões de yuan (cerca de 267 mil euros). Os restantes membros do grupo foram condenados a 10 e 11 anos de prisão e a uma multa de 300.000 yuan (cerca de 40 mil euros).

Há ainda 100 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema que ainda não foram julgadas.