Pelo menos 32 quadros superiores chineses, seis dos quais de nível provincial, foram afastados este ano por terem cometido adultério, revelou hoje a imprensa oficial.

Embora não seja um crime punido pelo Código Penal chinês, o adultério é considerado «uma violação da moral socialista» e «um comportamento inaceitável» para os membros do Partido Comunista.

A corrupção na China é frequentemente associada a «estilos de vida dissolutos» e altas personalidades do partido presas por desvio de fundos, subornos ou abuso de poder foram também acusadas de manterem «relações sexuais impróprias».

O antigo ministro dos Caminhos de Ferro Liu Zhijun, condenado à morte com pena suspensa por dois anos, em 2013, teria «mais de uma dezena de amantes», entre as quais «várias atrizes», disseram os jornais na altura.

Normalmente, o adultério é imputado a homens, mas hoje, pela primeira vez, a imprensa citou o caso de duas dirigentes do PCC na província Shanxi, norte da China, que foram também acusadas de adultério.

O combate à corrupção, considerado «uma questão de vida ou de morte» para a credibilidade do PCC e a sua manutenção no poder, tem sido uma prioridade da liderança encabeça pelo novo secretário-geral do partido, Xi Jinping.

Entre as centenas de quadros dirigentes já atingidos pela campanha figuram, pela primeira vez, um antigo vice-presidente da Comissão Militar Central e um ex-membro do Comité Permanente do Politburo do PCC, a cúpula do poder na China.

O atual presidente chinês, Xi Jinping, nascido em 1953, assumiu a chefia do PCC há dois anos.