Estudantes e responsáveis do governo de Hong Kong reúnem hoje pela primeira vez depois de mais de três semanas de protestos pró-democracia, marcando o início de um diálogo que poucos acreditam poder pôr fim à atual crise.

As mais recentes declarações do chefe do Executivo da Região Administrativa Especial chinesa, Leung Chun-ying ou CY Leung, de que eleições totalmente livres seriam impossíveis e permitiriam aos mais desfavorecidos dominar o processo eleitoral não parecem satisfazer as exigências dos manifestantes.

Desde 28 de setembro, data para a qual foi antecipada a campanha para reclamar a instauração de um verdadeiro sufrágio universal, a vida quotidiana na antiga colónia britânica tem sido perturbada, com os manifestantes a ocuparem algumas das principais artérias da cidade, incluindo a zona junto à sede de governo, em Admiralty, e o distrito de Mong Kong, na península de Kowloon, onde têm sido registados atos de violência e cargas policiais.