As autoridades chinesas executaram esta terça-feira um homem que manteve seis mulheres como escravas sexuais na cave da sua casa e que matou duas delas, informaram uma fonte judicial e media estatais.

Li Hao, de 36 anos, tinha sido condenado por «assassínio, violação, detenção ilegal, prostituição organizada e realização de pornografia com fins lucrativos», indicou a agência estatal Xinhua.

Um responsável de um Tribunal de Louyang, na província de Henan, confirmou à agência France Presse que o homem «foi executado hoje».

Em 2009, Li escavou um calabouço na cave da sua casa e aí prendeu as seis mulheres por períodos entre dois e 21 meses, durante os quais foram «repetidamente violadas», segundo a Xinhua.

As vítimas tinham entre 16 e 23 anos e uma ficou grávida, segundo o site People's Daily, adiantando que Li instalou sete portas de metal para impedir que fugissem.

Li também forçou três das mulheres a matarem outras duas, uma das quais foi estrangulada e a outra morta à pancada.

Uma mulher que participou nos dois assassínios foi condenada a três anos de prisão, enquanto as restantes ficaram em liberdade condicional.

O homem também obrigou as detidas a participarem em vídeos obscenos que divulgava online e a terem sexo com clientes.

Li passava duas semanas por mês com as detidas, dizendo à sua mulher que trabalhava durante a noite como guarda, informou o Southern Metropolis Daily em 2011, o ano em que foi capturado, depois de uma das vítimas ter fugido e feito queixa à polícia.