Wang Suyi, um antigo quadro regional do Partido Comunista chinês, foi condenado a prisão perpétua por ter recebido subornos, tornando-se no primeiro alto funcionário «apanhado» pela campanha anticorrupção promovida pela nova liderança do país.

O antigo quadro do PCC foi condenado a prisão perpétua, por corrupção, por um tribunal de Pequim, informou o próprio tribunal na sua conta de Weibo, uma rede social chinesa equivalente ao Twitter.

Wang Suyi foi considerado culpado de ter recebido mais de 10,73 milhões de yuan (1,3 milhões de euros) em subornos entre 2005 e 2013 em troca do favorecimento de negócios para empresas e promoções individuais, de acordo com a imprensa chinesa.

No ano passado, Wang Suyi foi afastado do cargo de antigo membro do Comité Permanente do Comité Central do PCC na Mongólia Interior por «grandes violações da disciplina» [expressão normalmente usada pelas autoridades chinesas quando se trata de corrupção] e expulso da Função Pública.

Segundo justificação da Comissão Central de Controlo e Disciplina do Partido Comunista chinês, veiculada em setembro passado, Wang Suyi «aproveitou-se da sua posição para beneficiar outros e aceitou largas somas de dinheiro ou recebeu-as através de familiares».

Notícias na imprensa chinesa citadas pelo South China Morning Post - jornal publicado em língua inglesa em Hong Kong -, referem que a sua antiga amante acusou Wang de ter recebido 100 milhões de yuan (11,91 milhões de euros) em subornos, e de nepotismo envolvendo cerca de 30 familiares.

Wang foi o primeiro alto quadro a enfrentar um julgamento criminal entre 40 altos quadros investigados desde que a nova liderança chinesa encabeçada pelo Presidente Xi Jinping iniciou funções no final 2012, segundo a imprensa.