As imagens de uma modelo nua na Cidade Proibida, em Pequim, estão a causar polémica nas redes sociais chinesas, onde alguns classificam o ato de “profanação da História”.



O antigo palácio imperial de Pequim serviu de cenário à produção fotográfica, que terá sido concretizada sem autorização, mas o fotógrafo, Wang Dong, e que assina Wanimal, garantiu que não teve a intenção de insultar a cultura do seu país.
 
“Estava apenas a fazer o meu trabalho e não incomodei ninguém”, defendeu, em declarações ao Beijing News, Wang dong, formado pela Academia Central de Teatro de Pequim e atualmente a estudar nos Estados Unidos.
 
Numa das imagens controversas, a jovem nua está sentada sobre uma estátua de mármore de um dragão, enquadramento que os críticos consideram inaceitável num dos símbolos da civilização chinesa.
 
“Não tive a intenção de insultar uma cultura ou uma civilização”, reiterou o fotógrafo, ressalvando que as fotografias de modelos nuas em zonas turísticas são comuns na China.
 
Os responsáveis da Cidade Proibida ainda não confirmaram se a sessão fotográfica estava devidamente autorizada. É que numa das imagens são vistos turistas e as produções fotográficas na Cidade Proibida decorrem sempre quando o espaço está fechado ao público.


Número de visitantes diários vai ser limitado


A Cidade Proibida, antiga residência dos imperadores da China, vai limitar a 80 mil o número de visitantes diários, na tentativa de travar a massiva entrada de turistas no complexo, uma das principais atrações de Pequim.

Segundo a agência Xinhua, o grande número de visitantes dificulta os trabalhos de conservação do complexo e tanto a arquitetura como as relíquias do museu sofrem consequências.

O novo limite entra em vigor a partir do próximo dia 13 de junho.