O Chefe do Executivo de Macau fez esta sexta-feira um balanço positivo dos primeiros quatro anos do seu mandato, mas reconheceu existirem «insuficiências» nas diversas áreas governativas que prometeu enfrentar.

No balanço da ação governativa na receção que marcou o 14.º aniversário de Macau como Região Administrativa Especial da China, Chui Sai On lembrou que foram iniciados os «trabalhos de construção gradual dos mecanismos eficientes de longo prazo nas quatro grandes áreas, nomeadamente o ensino, a segurança social, os serviços médicos e a habitação».

Depois, na retrospetiva dos quatro anos de mandato já cumpridos, sublinhou a «forte noção» de que Macau «apenas consegue manter o seu desenvolvimento sustentável» devido às garantias da Lei Básica [miniconstituição], às vantagens do princípio «um país, dois sistemas», ao esforço de apoio do Governo Central e das províncias chinesas e, ainda, ao empenho da população e dos trabalhadores da função pública.

Perante as insuficiências, Chui Sai On prometeu «enfrentar as adversidades» e empenho na elevação da «eficácia governativa, procurando resolver os problemas que mais preocupam a população».

Com as vantagens e estabilidade regionais, Chui Sai On defendeu, no entanto, que Macau não pode deixar de estar «alerta» e «consciente» dos riscos da conjuntura mundial que recupera a «passos lentos» e destacou a vontade de maior exposição que Pequim quer para a Região.

«A intensificação da cooperação com Guangdong [província continental adjacente] e a criação oficial da zona experimental de livre comércio demonstram claramente que o aprofundamento do processo de reforma e abertura do nosso país tem vindo a criar mais oportunidades e a imprimir um maior dinamismo relativamente ao desenvolvimento sustentável de Macau», disse.

Para 2014, Chui Sai On quer melhorar a qualidade dos serviços prestados, enriquecer a oferta turística, alargar o leque de visitantes e reforçar a promoção de um turismo multidestinos a nível regional acelerando a «construção de Macau como Centro Mundial de Turismo e Lazer» preconizado pelo Governo chinês.

Por outro lado, o líder do Governo quer reforçar o papel de ligação da China aos países de língua portuguesa e garante o empenho da cidade no estudo e concretização dos centros de serviços comerciais para as pequenas e médias empresas dos países de expressão portuguesa, de distribuição de produtos e do centro de exposições e convenções de cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa.

Salientando que o «recurso aos talentos» constitui peça fulcral na resposta aos desafios do presente e do futuro e ao «impulsionamento do desenvolvimento sustentável de Macau», Chui Sai On disse ainda que o Executivo tudo fará para proporcionar as melhores condições à população local para que esta usufrua da prosperidade da Região.