Por: Redacção / HB | 27- 2- 2010 14: 28
Última actualização às 23:57
O número de mortos provocados pelo sismo desta madrugada no Chile subiu para
214, disse o ministro do Interior do país, Edmundo Pérez. O presidente eleito chileno, Sebastién Piñera, dissera já, anteriormente,
que se estava à espera que o número de vítimas subisse. O arquipélago de Juan Fernández, a cidade de Talcahuano e a Polinésia
Francesa foram atingidos por um tsunami que poderá chegar ainda a vários pontos do Pacífico. As ondas também já se sentiram
no Havai e na Nova Zelândia.
Um milhão e meio de edifícios afectados
Michelle Bachelet, a ainda chefe de Estado chilena,
apontou que o sismo que atingiu este sábado o país matou mais de 85 pessoas só na região de Maule, no sul do país, onde se
encontra a acompanhar a situação. A presidente decretou o estado de catástrofe nas zonas atingidas.
Numa declaração
feita aos jornalistas, transmitida em directo pela Televisão Nacional do Chile, Piñera sublinhou que o mais importante nesta
altura é ajudar as vítimas, afectadas pela catástrofe, que descreveu como a maior «dos últimos 30 anos».
Ao abalo,
de magnitude 8.8 na escala de Richter, seguiu-se um alerta de tsunami, que abrangeu 53 países ou regiões do Pacífico (veja
a lista na página do Centro de Avisos de Tsunamis do Pacífico).
Uma onda gigante atingiu o arquipélago chileno de Juan Fernández. «Há uma enorme quantidade de danos dos quais não
sabemos a sua exacta dimensão, que está a ser avaliada», disse Bachelet aos jornalistas, segundo cita a edição electrónica
do jornal chileno «La Segunda». Posteriormente, foi noticiada a existência de pelo menos três mortos e quatro desaparecidos
na ilha de Robinson Crusoé.
«Houve uma série de ondas cada vez maiores, o que deu tempo às pessoas para se salvarem»,
disse o piloto Fernando Avaria à televisão chilena, ao telefone.
A CNN noticiou que a cidade de Talcahuano também
foi foi atingida por um tsunami e que vários edifícios terão sido
destruídos.
Mais recentente as autoridades francesas também deram conta que um tsunami de fraca intensidade atingiu
a Polinésia Francesa.
O ministro do Interior, Edmundo
Pérez, dissera aos jornalistas que fora afastada a possibilidade de um tsunami atingir a costa do país. Mas o Centro de Avisos
de Tsunami do Pacífico adianta que o risco se mantém. As atenções centram-se agora no Havai - onde o alarme soou às 16:00 (hora de Lisboa) - assim como nas costas de vários locais na Ásia,
Austrália, Nova Zelândia e até no Alasca.
O epicentro do sismo localiza-se a 35 quilómetros de profundidade, a uma
distância de 325 quilómetros a sudoeste da capital chilena, Santiago do Chile, onde também há registo de danos. O aeroporto
foi encerrado pelo menos durante 24 horas, de acordo com o director do aeroporto, Eduardo del Canto.
A zona mais
afectada pelo sismo é a de Concepción - a segunda maior cidade chilena, que fica a 115 quilómetros do epicentro. A televisão
chilena tem exibido imagens de edifícios destruídos e em chamas, assim como pessoas feridas deitadas nas ruas.
A
televisão chilena adianta que em Concepción um edifício de 15 andares ruiu. Há estradas e pontes destruídas, assim como cortes
na rede eléctrica e nas comunicações.
Este é o sismo mais forte registado no Chile desde 1960, quando um abalo
de 9.5 - o mais forte registado por instrumentos de medição na história ¿ abalou a região. Morreram mais de 1600 pessoas e
registaram-se tsunamis no Havai e no Japão.
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