Durante o fim-de-semana da Páscoa, morreram nove pessoas e 36 ficaram feridas, devido a crimes relacionados com armas de fogo, na cidade norte-americana de Chicago. As autoridades estão preocupadas e pedem uma alteração nas leis relacionadas com uso e porte de arma, escreve o jornal «The Guardian».

Entre as vítimas da vaga de crimes estão cinco crianças, com idades compreendidas entre os 11 e os 15 anos, que foram baleadas, domingo à noite, num parque quando regressavam a casa. Foram abordadas por um veículo que lhes perguntou se pertenciam a um determinado gangue e depois as atingiu a tiro.

Ronald Holt, comandante da polícia de Chicago fala numa época de «fratricídio», na qual «os jovens passaram a acreditar que os conflitos só se resolvem com recurso a armas e a atirar para matar», lamenta. Esta é uma realidade que conhece muito bem, após a tragédia lhe bater à porta em 2007, quando o seu filho de 17 anos morreu baleado num autocarro.

O último fim-de-semana, o da Páscoa, foi particularmente sangrento. Morreram nove pessoas e 36 ficaram feridas. Entre as vítimas, contam-se seis crianças feridas. Além das cinco que regressavam a casa através do parque, uma jovem de 15 anos foi também atingida a tiro, enquanto estava sentada no banco de trás de um carro, parado num sinal luminoso.

Desde o inicio do ano já morreram 90 pessoas, devido ao uso de armas. Em 2013, por esta altura já estavam contabilizados 92 homicídios suspeitos. No entanto, o número de mortos e feridos dos últimos dias surpreendeu a polícia.

O superintende da polícia de Chicago, Garry McCarthy, afirmou numa entrevista à «CBS News» que podem «melhorar as coisas no momento, mas enquanto as leis das armas não mudarem, pouco mais podem fazer». Recentemente, o estado de Illinois tornou mais brando o controlo das armas de fogo. Os habitantes podem agora, por exemplo, transportar armas «escondidas».