“Como filha, assisti, da primeira fila, aos anos em que a minha mãe prestou serviço”, disse Chelsea Clinton na convenção democrata que terminou esta quinta-feira em Filadélfia, antes de chamar Hillary Clinton ao palco, a mulher, mãe e candidata à Casa Branca. 

“Vi-a segurar a mão de mães que lutavam para alimentar os filhos e [que lutavam] pelos cuidados de saúde que estes necessitavam, prometendo fazer tudo o que pudesse para ajudá-las”, recordou.

"Vou votar numa numa mulher que passou toda a sua vida numa luta em defesa das famílias e das crianças". 

Aos 36 anos e também ela mãe, Chelsea Clinton já não é a pré-adolescente de caracóis que entrou na Casa Branca em 1993, quando o pai foi eleito presidente dos Estados Unidos. Mas, esta mulher continua a ser a menina dos olhos da mãe, numa cumplicidade refletida através das imagens ao longo dos anos, e Chelsea recordou que gostava de ver a “Academia de Polícia” com o pai e “Orgulho e Preconceito” com a mãe.

Num discurso que lembrou o passado e com os olhos postos no futuro, Chelsea disse que em novembro “vai votar na candidatura que defende o planeta das alterações climáticas e as comunidades da violência das armas, que vai reformar o sistema criminal e judicial, que acredita nos direitos das mulheres e nos direitos humanos, e que os direitos da comunidade LGBT são direitos humanos, aqui e em todo o mundo”.

Numa apresentação que contou com um vídeo, narrado por Morgan Freeman. “A minha mãe, a minha heroína, a nossa próxima presidente: Hillary Clinton”, Chelsea desejou que, um dia, os filhos, Charlotte e Aidan, se venham a orgulhar dela, como ela ser orgulha da mãe. Numa entrevista à NBC, Chelsea fez saber que esta eleição tem muita importância para ela agora que é mãe. 

Hillary Clinton retribuiu: "Estou tão orgulhosa da mulher que te tornaste".