As autoridades japoneses ordenaram a deslocação de milhares de pessoas das suas casas depois de chuvas torrenciais terem feito transbordar os rios e causado deslizamentos de terras no centro do país. O tufão Etau, que está a inundar várias regiões do país, já provocou pelo menos 12 feridos e vários desaparecidos.

Nas últimas horas caíram 600 milímetros de chuva por metro quadrado, um valor recorde.
 
Dezenas de casas foram destruídas, dezenas de voos foram cancelados e as linhas ferroviárias das zonas mais afetadas foram encerradas.
 
A situação deverá agravar-se nas próximas horas nas regiões de Tochigi e Ibaraki, a norte de Tóquio, a maior área metropolitana do mundo.

Segundo a estação de televisão NHK, em Tochigi, as autoridades ordenaram a deslocação de mais de 90.000 residentes, enquanto outros 116.000 foram aconselhados a abandonar as suas suas casas. Em Ibaraki, 20.000 tiveram de abandonar as suas casas.
 
A Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta máximo de emergência, sublinhando o perigo "iminente".

“Esta é uma escala de precipitação que não tínhamos experienciado antes. O perigo pode ser iminente”, disse o meteorologista Takuya Deshimaru, numa conferência de imprensa.


O primeiro-ministro Shinzo Abe já fez saber que o governo japonês está em alerta máximo.

"O governo vai permanecer unido e fazer o seu melhor para lidar com o desastre, dando maior prioridade à vida das pessoas."


Devido às fortes chuvas, a operadora da central nuclear de Fukusima detetou novas fugas de água contaminada no mar, segundo confirmou à agência EFE um porta-voz da central.

A proprietária, Tokyo Electric Power (TEPCO), está atualmente a analisar a magnitude do incidente, estimando, no entanto, que a água que foi parar ao Oceano Pacífico tem “baixos níveis de radioatividade”, e não coloca em risco o meio ambiente.

As fugas deram-se em diques situados em torno dos tanques onde se armazena líquido altamente radioativo, depois de este ter sido usado para refrigerar os reatores, e terão ocorrido ao acumular-se uma quantidade excessiva de água nas canalizações das instalações nucleares.