Por: Redacção / HB | 6- 7- 2008 23: 41
«Igreja Católica Reformada». Este é o nome da confissão fundada na Venezuela por um grupo de religiosos que se identificam
politicamente com o presidente Hugo Chávez. Entre as novidades que apresentam, inclui-se a aceitação do divórcio, da homossexualidade
e do casamento dos padres.
Segundo relata o jornal espanhol El Mundo, os membros desta igreja são dissidentes
de outras confissões cristãs, mas defendem «os ideais socialistas de Chávez» que consideram estar em sintonia com o «objectivo
cristão de ajudar os pobres».
Quem não vê com bons olhos este novo movimento são aquelas igrejas que perderam alguns
dos seus elementos. E as críticas já de fizeram sentire por parte da Conferência Episcopal venezuelana, da Comunhão Anglicana
e da Igreja Luterana.
«Heréticos e dissidentes». É assim que o cardeal venezuelano Jorge Urosa Sabino descreve
os membros da Igreja Católica Reformada, dando voz a um comunicado da Conferência Episcopal do seu país, para acusar de «gravíssimo
pecado» o que considera ser um «cisma» e «um escândalo para os fiéis».
Maior parte dos cerca de dois mil seguidores
desta nova confissão religiosa concentra-se no estado de Zulia e distribui-se por cinco templos venezuelanos, com a sede em
Ciudad Ojeda. «Socialista, bolivariana e revolucionária». Esta é uma espécie de triple insígnia, que a distingue da matriz
católica, com quem tem outras divergências, tal como a aceitação da homossexualidade, do divórcio e do casamento dos sacerdotes
- opção tomada por quase todos os pastores que a compõem.
Reflexo ou não das fricções do presidente venezuelano
com a Igreja Católica no país, certo é que Hugo Chávez não vê com bons olhos os seus dirigentes a quem já chamou «vagabundos»
e «atrasados mentais», apontando que «alguns levam o diabo debaixo da sotaina».
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