O chefe do Hezbollah xiita libanês considerou na sexta-feira que os combatentes islamitas radicais (‘jihadistas’) espalhados pelo mundo fazem mais mal ao Islão do que as publicações que gozam com Maomé, sem mencionar o massacre na Charlie Hebdo.

«Neste momento, é preciso, mais do que nunca, falar do profeta devido ao comportamento de certos grupos terroristas que se reivindicam do Islão», disse Hassan Nasrallah, cujo partido xiita combate os movimentos sunitas na Síria ao lado do regime de Bachar al-Assad.

«Através dos seus atos imundos, violentos e desumanos, estes grupos atingem o profeta e os muçulmanos mais do que os seus inimigos (…), mais que os livros, os filmes e as caricaturas injuriosas para o profeta», acrescentou o chefe do Hezbollah, durante um discurso teledifundido, por ocasião do apadrinhamento de uma associação de caridade pelo seu partido.