A cartoonista Coco, Corinne Rey,  que trabalha no « Charlie Hebdo», conta que se cruzou com dois homens armados, em frente do edifício do jornal, e que foi «brutalmente» ameaçada, antes do ataque desta quarta-feira. 

 «Tinha ido buscar a minha filha à creche e, quando chegava à frente do edifício, dois homens de cara tapada e armados ameaçaram-nos brutalmente e queriam entrar. Marquei o código», contou ao L’Humanité.

«Eles atiraram sobre Wolinski e Cabu [outros dois cartoonistas do jornal]… durou cerca de cinco minutos… eu refugiei-me debaixo de uma mesa… falavam francês perfeitamente… eles alegaram pertencer à Al-Qaeda», acrescentou a cartoonista.

As declarações da jornalista estão a ser difundidas pelos principais órgãos de informação franceses. 

O ataque terrorista nas instalações do jornal «Charlie Hebdo», em Paris, fez pelo menos 12 mortos, entre os quais constam dois polícias, Charb, diretor do jornal, Tignous, Cabu, considerado um dos maiores cartoonistas de França, e o veterano Wolinski.