O francês Nordahl Lelandais, suspeito de ter matado a menina luso-francesa Maëlys em agosto, no sudeste de França, foi formalmente acusado do assassínio de um militar desaparecido em abril, anunciou o procurador de Chambéry, na mesma região.

Segundo o procurador, Thierry Dran, o Ministério Público baseou-se em “indícios graves e concordantes” fornecidos por escutas no telefone do suspeito e pela presença do seu veículo no local do desaparecimento do militar, em Sabóia, região montanhosa limítrofe com Itália.

Nordhal Lelandais admitiu a sua presença no local, mas contesta o conjunto dos factos que lhe são imputados.

O ADN do militar desaparecido, o cabo Arthur Noyer, foi identificado na segunda-feira num crânio encontrado a 7 de setembro num trilho de caminhada, precisou o procurador em conferência de imprensa.

O acusado, um antigo treinador de cães, de 34 anos, encontrava-se sob custódia policial no âmbito deste novo inquérito.

Novas buscas serão efetuadas em torno do local onde foi encontrado o crânio, assim que as condições meteorológicas o permitam, indicou o procurador.

Lelandais tinha já sido formalmente acusado do assassínio da pequena Maëlys, de nove anos, desaparecida durante um casamento no fim de agosto, no sudeste do país, mas o caso continua ainda por desvendar, negando ele qualquer envolvimento.

Após a sua dupla acusação formal, os investigadores vão “debruçar-se sobre todos os desaparecimentos preocupantes na região”, precisou Dran.

“Isso acontecerá no âmbito de outro caso e de outro processo”, acrescentou.