O menino de 8 anos que no início de maio foi apanhado a tentar entrar ilegalmente em Espanha, pela fronteira de Ceuta, vai receber um visto de um ano para residir no país.
 
Segundo o diário espanhol “ABC”, a Secretaria Geral para a Imigração e Emigração do ministério do Emprego concedeu a autorização de residência por “circunstâncias especiais”.
 
A autorização permite que a criança possa ficar com a mãe, residente no Porto do Rosário, na illha de Fuerteventura, Canárias, que já se deslocou a Ceuta para encontrar o jovem. As autoridades estão apenas aguardar um teste de ADN que confirme o parentesco dos dois, para que a criança possa ser levada.
 
O pequeno Adou, o rapaz costa-marfinense tinha sido apanhado a tentar atravessar a fronteira, a 7 de maio, dentro de uma mala de viagem, tipo trolley, transportada por uma mulher de 19 anos, que levantou suspeitas na fronteira quando não quis colocar a mala no scanner.
 
A mulher não tem qualquer relação de parentesco com o jovem e terá sido paga para apenas transportar a mala.
 
O pai do menino também atravessou a fronteira, uma hora depois, sem saber que o filho, afinal, tinha sido detetado pelos serviços de imigração. Está detido e acusado de tráfico de pessoas.