A equipa de Conservação de Zimbabué (ZCTF, na sigla em inglês) já identificou o homem suspeito de ter matado Cecil, o leão mais importante do Parque Nacional de Hwange, no Zimbabué, em África. De acordo com o El País, o caçador é Walter James Palmer, um dentista norte-americano do estado de Minneapolis, proprietário de uma clínica na cidade de Bloomington.

O responsável pela ZCTF, Johnny Rodrigues, adiantou que o homem terá disparado a flecha que matou o felino. Segundo investigações do organismo, o caçador terá atraído a atenção do leão com a ajuda de Theo B., um guia de safaris.

Rodrigues explicou ainda que o primeiro disparo sobre o animal não terá sido mortal, o que fez com que Cecil deambulasse ferido pelo parque durante 40 horas.

O leão, de 13 anos, foi encontrado já sem vida, com a cabeça cortada e a pele retirada.

“Não sabemos onde está a cabeça”, disse o responsável do organismo, citado pelo El País.


Rodrigues acrescentou ainda que a caça de Cecil foi ilegal, afirmando que o guia de safaris terá cobrado cerca de 50 mil euros ao caçador para o conduzir até ao paradeiro do leão. 

Inicialmente, a morte do leão foi atribuída a um caçador espanhol, mas as investigações da ZCTF, que tem como função combater a caça furtiva, acabaram por incidir no cidadão americano. 
Cecil era uma das principais atrações turísticas do parque e o maior felino da região.