A célula dos 12 autores dos atentados de Barcelona e Cambrils, na Catalunha, está agora “desmantelada”, afirmou o ministro do Interior espanhol, enquanto um homem, Younès Abouyaaqoub, é ativamente procurado pela polícia.

O grupo foi “desmantelado”, declarou Juan Ignacio Zoido, em conferência de imprensa.

No entanto, a polícia catalã desmente o ministro e garante que "a investigação se mantém aberta" e que quando a mesma for encerrada serão as próprias autoridades a anunciá-lo.

A posição do porta-voz da polícia catalã, Albert Oliva, foi reiterada pelo conselheiro do Interior, Joaquim Forn, que afirmou que "não podemos dar por finalizada [a operação] até que estejam detidas e identificadas todas as pessoas desta célula".

Neste momento, quatro suspeitos estão sob custódia policial, cinco foram abatidos a tiro em Cambrils e outros três foram identificados: dois que poderão ter morrido na explosão de Alcanar, ocorrida na quarta-feira, e o terceiro é Younès Abouyaaqoub.

Entre os atacantes mortos, estão três jovens marroquinos que viviam em Espanha desde a infância: Moussa Oukabir, Saïd Aallaa e Mohamed Hychami, com 17, 18 e 24 anos, respetivamente, e todos residentes em Ripoll, uma cidade de cerca de 10.000 habitantes próxima dos Pirenéus.

Três outras pessoas também envolvidas estão identificadas, mas não foram detidas. Duas delas poderão ter morrido na explosão seguida de incêndio numa casa na quarta-feira em Alcanar, a 200 quilómetros a sul de Barcelona, onde o grupo tentava talvez fabricar engenhos explosivos.

[Existem nessa casa] restos humanos de duas pessoas diferentes, estamos a tentar ver se se trata de duas das três pessoas envolvidas nos ataques. Falta-nos encontrar a terceira", disse o porta-voz da polícia catalã.

O condutor da carrinha que abalroou os peões nas Ramblas ainda não foi identificado pela polícia, acrescentou, desmentindo informações da imprensa que noticiou tratar-se de Moussa Oukabir.

Às 16:50 locais (15:50 em Lisboa) de quinta-feira, uma carrinha branca atropelou dezenas de pessoas nas Ramblas, junto à Praça da Catalunha, no centro de Barcelona, fazendo 13 mortos e mais de 120 feridos. O ataque foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Algumas horas depois, um Audi A3 avançou sobre as pessoas que passeavam na marginal de Cambrils, matando uma e ferindo 15, antes de embater numa viatura da polícia catalã.

Seguiu-se um tiroteio durante o qual os cinco ocupantes do Audi, munidos de falsos coletes de explosivos, um machado e facas, foram mortos. Do total de 135 feridos, 12 encontram-se em estado crítico segundo os serviços de emergência da Catalunha.