No domingo, as autoridades mexicanas afirmaram ter morto o líder de um cartel mexicano, Nazario Moreno Gonzalez.

Apesar da vitória governamental contra o crime organizado, existe ainda uma questão a explicar. Supostamente, Gonzalez já estaria morto desde 2010, quando o então Presidente Felipe Calderon anunciou a morte do criminoso, após dois dias de tiroteios, entre o grupo e as forças armadas.

Nessa altura, as autoridades federais explicaram que não poderiam fornecer as evidências, porque o corpo de Moreno tinha sido retirado por outros membros do cartel, depois do confronto.

«Nós nunca tivemos acesso ao corpo, impressões digitais ou fotografias. Nós sabemos onde foi o local do incidente, mas ninguém enterrou o corpo. Existem muitas questões por resolver», referiu em 2011 o especialista mexicano do Colégio de William e Mary, George W. Grayson.

Depois das autoridades terem recebido alguns relatórios, onde constava que o chefe do cartel «La Familia Michoacana» estava vivo, planearam uma operação para prender o homem.

O secretário nacional do sistema de segurança do México, Monte Alejandro Rubido Garcia explicou que pretendiam deter o homem vivo, mas quando este ficou cercado, começou a disparar e as tropas não tiveram outra solução.

No domingo, as autoridades finalmente confirmaram que as impressões digitais correspondiam com as de Moreno. Esperam agora os resultados do teste de DNA.

Esta operação fez parte de uma estratégia de segurança, adotada pelo novo Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, com vista a retirar o poder aos cartéis.