A chefe do gabinete de imprensa do Príncipe Carlos de Inglaterra, Kristina Kyriacou, pegou no microfone de um repórter do Channel 4 e tentou atirá-lo ao chão. Não conseguindo, acabou por ficar apenas com a esponja na mão e atirou-a ao chão.

Com o rosto fechado, a mulher e o príncipe seguiram em passo apressado para dentro do local onde, na terça-feira, este era aguardado, ocupando-se os seguranças de manter à distância a equipa de reportagem da televisão.



Embora tenha sido audível, a pergunta do jornalista ficou, assim, sem resposta. Michael Crick queria saber qual era a opinião do príncipe sobre a decisão judicial de tornar públicas as cartas do primeiro na linha de sucessão ao trono de Inglaterra trocadas com ministros, anunciada nesse dia.

O processo, que ficou conhecido como “aranha negra” conta dez anos, quando o jornal The Guardian, quis trazer a público as 27 cartas trocadas pelo príncipe com ministros, entre 2004 e 2005, na altura em que Tony Blair era primeiro-ministro britânico, ao abrigo do direito de liberdade de imprensa.

Desde o pedido do The Guardian, o governo tornou-se muito mais cauteloso perante o Ato de Liberdade de Informação, o que significa que os pedidos vindos do herdeiro foram automaticamente rejeitados, revela o The Guardian