Um menino de oito anos pediu ao Pai natal que ajudasse a irmã, vítima de «bullying» porque Deus está muito ocupado. A carta chegou às redes sociais. Esta segunda-feira foi divulgado um estudo que conclui que o «bullying» deve ser considerado um problema de saúde pública.

Karen Suffern, da carolina do Sul, nos Estados Unidos, nem queria acreditar quando leu a carta do filho. Mãe de gémeos e com muitas dificuldades económicas, pediu aos filhos que escrevessem a carta ao Pai Natal mais cedo, de modo a conseguir juntar o suficiente para a prenda desejada pelas crianças. Apostava em jogos de computador e, não se enganou, mas, isso foi só nas primeiras palavras, depois, Ryan, de oito anos, pediu algo bem diferente:

«Querido Pai Natal,

Eu gostava muito de ter um helicóptero telecomandado, mas já não quero. Quero que os meninos deixem de chatear a Amber porque não é justo», e continua: «Já pedi a Deus para que eles parassem, mas Deus deve estar muito ocupado e precisa da sua ajuda».


A mãe desconfiava de que na escola gozassem com Amber, que pesa mais de 60 quilos para quem tem apenas oito anos, o dobro do irmão gémeo. Para além disso, a menina sofre de hiperatividade.

A mãe desabafou que, agora, sempre que a filha disser que não quer ir à escola e ela a obrigar a ir, não está a proteger Amber.

Um estudo divulgado esta segunda-feira pela revista «Pediatrics» e que a CNN cita, revela que crianças que sofrem bullying estão exposta s a mais problemas mentais e, consequentemente, podem causar stress físico. Os autores da investigação, Gianluca Gini e Tiziana Pozzoli, não têm dúvidas em classificar o «bullying» como um problema de saúde pública e, visto que acontece em todo o mundo, num problema de saúde pública internacional.