As autoridades alemãs prolongaram a custódia judicial de Carles Puigdemont esta segunda-feira. A informação foi confirmada pelo procurador alemão, segundo a agência Reuters.

Carles Puigdemont foi ouvido por um juiz do Tribunal Administrativo de Schleswig-Holstein, no norte da Alemanha, depois de ter passado a noite na prisão de Neumünster.

O tribunal tinha que decidir se Puigdemont permanecia ou não em prisão preventiva enquanto está em análise o pedido de extradição para Espanha.

O presidente destituído da Catalunha, sobre o qual recai um mandado de detenção, e que se encontrava refugiado na Bélgica, foi detido quando atravessava de carro a Alemanha, durante o trajeto Helsínquia-Bruxelas, onde se deslocou para participar numa conferência.

O tribunal fica situado a cerca de 70 quilómetros da prisão.

A decisão sobre a eventual extradição de Puigdemont dificilmente será tomada antes da Páscoa, segundo fontes judiciais citadas pela imprensa espanhola, e pode demorar dois meses até ser conhecida.

O Supremo Tribunal espanhol decidiu na sexta-feira aplicar prisão efetiva sem fiança a cinco políticos independentistas catalães, acusados de delito de rebelião, no quadro da tentativa de criação de uma república independente na Catalunha.

O juiz do Supremo Tribunal espanhol Pablo Llarena emitiu também mandados de detenção europeus e internacionais contra seis dirigentes independentistas pelo seu papel na tentativa de secessão da Catalunha, entre os quais Carles Puigdemont.

Na sequência da detenção de Puigdemont, milhares de pessoas manifestaram-se, domingo, na Catalunha, num protesto pacífico que, rapidamente, escalou em violência. Em frente à delegação do governo e em várias ruas de Barcelona, em que manifestantes incendiaram dezenas de contentores de lixo, a polícia regional fez nove detenções. Nos confrontos, 100 pessoas ficaram feridas, entre as quais 23 agente da autoridade.