Carles Puigdemont saiu esta sexta-feira da prisão de Neumünster e agradeceu o apoio que tem recebido "um pouco por todo o mundo".

"Apelo à libertação imediata dos meus colegas catalães que estão presos em Espanha. É uma vergonha para a Europa ter prisioneiros políticos."

À saída da prisão, o ex-líder catalão também disse que "o tempo para o diálogo chegou", apelando diretamente ao governo de Madrid.

Puigdemont dirigiu-se ainda aos europeus, garantindo que a luta da Catalunha "também é pela democracia, não é só pelo direito à auto-determinação".

A justiça alemã ordenou esta manhã a libertação imediata de Carles Puigdemont, após a Assembleia Nacional Catalã ter pago a fiança de 75 mil euros.

Os procuradores anunciaram que Puigdemont deu um endereço na Alemanha, onde ficará enquanto espera a decisão em relação à extradição para Espanha.

Várias delegações independentistas deslocaram-se esta manhã para a Alemanha para apoiar o ex-presidente da Catalunha à saída da prisão de Neumünster.

Já esta quinta-feira, o tribunal de Schleswig-Holstein tinha determinado que o ex-líder da Catalunha iria aguardar em liberdade a conclusão do processo de extradição, mediante o pagamento de uma fiança de 75 mil euros.

No entender deste tribunal, Puigdemont pode ser extraditado para Espanha apenas com base no crime de corrupção do qual é acusado por Madrid e não pelo crime de rebelião.

Carles Puigdemont foi detido a 25 de março pela polícia alemã, junto à fronteira com a Dinamarca, no cumprimento de um mandado de detenção europeu emitido pela justiça espanhola, na sequência da tentativa de criação de uma república independente na Catalunha.