O ex-presidente do governo autónomo da Catalunha, Carles Puidgemont, anunciou esta quinta-feira a criação de uma “estrutura estável” para coordenar no estrangeiro as ações do autoproclamado governo que considera legítimo.

No documento “Carta da Bélgica", Puidgemont dirige-se aos catalães assegurando “que o governo legítimo vai cumprir as suas obrigações”.

O texto foi partilhado no Twitter do governante regional destituído.

Puigdemont, autoproclamado presidente após a declaração unilateral de independência da Catalunha, encontra-se em Bruxelas na companhia de outros cinco membros destituídos do governo autónomo.

Na quinta-feira, Puigdemont disse que não tem dúvidas de que pode “acabar na prisão”, mesmo sendo candidato às eleições de 21 de dezembro. Mas enquanto dia 17 não chega, data em que a justiça belga decidirá a sua extradição para Espanha, o presidente destituído da Generalitat, que se encontra em liberdade condicional em Bruxelas, vai piscando o olho à solidariedade internacional.

Aos microfones da Catalunya Ràdio, o até agora presidente da Generalitat assume-se “preparado” para a extradição, já depois de ter manifestado confiança “na internacionalização” da situação na Catalunha, reiterando que "em nenhum momento" fugiram a qualquer responsabilidade quando ele e quatro ministros tomaram a decisão “pessoal” de partir para Bruxelas.