O novo presidente do Parlamento da Catalunha propôs, esta segunda-feira, Carles Puigdemont para presidente do Governo catalão. O anúncio foi feito por Roger Torrent, em Barcelona.

"Consultei os grupos parlamentares e certifico que o único candidato proposto foi Carles Puigdemont e proporei como candidato à presidência da Generalitat", afirmou, acrescentando que está "consciente da situação pessoal e judicial" assim como da "sua absoluta legitimidade para ser candidato".

Roger Torrent, um independentista empossado há duas semanas, considerou ainda que "a política tem de ser o centro de tudo" e que por isso deve haver diálogo.

"O meu dever, como presidente do Parlamento, é fazer tudo o que está nas minhas mãos para que os deputados se possam expressar livremente", afirmou o presidente do Parlamento que tomou a decisão depois de se ter encontrado com todos os partidos com assento na assembleia regional.

 

O bloco de partidos independentistas tem a maioria dos assentos no parlamento da Catalunha e o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, avisou na semana passada que Madrid irá manter a sua intervenção na Catalunha no caso de Carles Puigdemont tentar regressar ao poder na região.

O presidente do Parlamento revelou ainda que enviou uma carta a Mariano Rajoy "para dialogar sobre a situação anómala que vive o Parlamento, onde oito dos seus deputados vêem violados os seus direitos políticos de representação e os da cidadania que representam".

Carles Puigdemont viajou, esta segunda-feira, para a Dinamarca mesmo depois da justiça espanhola ter avisado que ia pedir a reativação do mandado de captura europeu. 

Ao terem conhecimento da viagem, as autoridades judiciais espanholas pediram à Dinamarca para ativar a ordem de detenção europeia contra o ex-presidente da Generalitat.

De acordo com fontes da Fiscalia Geral do Estado, contactadas pela agência de notícias EFE, o pedido de detenção foi formalizado por Pablo Llarena, juiz do Tribunal Supremo e aplica-se apenas à Dinamarca.