Carles Puigdemont, destituído presidente da Catalunha que está na Bélgica com outros membros do seu governo, foi convocado pela Audiência Nacional para testemunhar em Madrid nos dias 2 e 3 de novembro, às 9:00 locais, na qualidade de acusados pelos crimes de sedição, rebelião e mau uso de fundos públicos.

A juíza de instrução Carmen Lamela impôs também ao ex-presidente e a outros 13 elementos da demitida Generalitat uma fiança de 6,2 milhões de euros, precisamente o montante que a inspeção fiscal reclamava.

A Físcalia considera que Puigdemont e os seus ex-conselheiros de malbaratarem o dinheiro com os custos do referendoi de 1 de outubro, declarado ilegal pelo Tribunal Constitucional espanhol.

A juíza Carmen Lamela dá três dias para que os 14 implicados paguem a fiança de 6,2 milhões de euros. Caso o não façam, os bemns de Puigdemont e dos seus assessores poderão ser confiscados.

Apesar de não estarem formalmente acusados, a juíza, segundo refere o jornal El País, entende que Puigdemont e os seus conselheiros da Generalitat "urdiram uma estratégia do que se tornaria um movimento secessionista perfeitamente organizado e com repartição de papéis entre as autoridades governamentais, parlamentares e associações independentes".

Desde segunda-feira que Carles Puigdemont está radicado em Bruxelas, com alguns dos ministros catalães, igualmente destituídos.

Esta terça-feira, em conferência de imprensa, Puigdemont jurou não procurar asilo políitco na Bélgica, mas recusou-se voltar a Espanha sem garantias de segurança.

O destituído presidente catalão surpreendeu, contudo, ao mostrar-se disposto a reconhecer as eleições e os resultados das eleições autonómicas marcadas para 21 de dezembro pelo governo espanhol, na sequência da destituição dos órgãos políticos catalães, ao abrigo do artigo 155.º da Constituição espanhola.