Dois estudos independentes publicados na edição desta semana da revista científica Nature Genetics indicam que a calvície masculina é influenciada por duas variações genéticas do cromossoma 20.

Segundo os estudos, que foram desenvolvidos por dois grupos de cientistas, um da Universidade de Bona e outro do King's College de Londres, 14 por cento dos homens que possuem as duas variantes, aumentam em até sete vezes o risco de desenvolver a calvície antes dos 40 anos.

Os investigadores chegaram à conclusão que estas variações dos cromossomas predispõem para a calvície «comum», designada «alopecia androgenética». Este tipo de calvície é hereditária e responsável por 80 por cento dos casos em que a perda de cabelo começa pelas têmporas, depois a testa e, por fim, o topo do crânio.

Os estudos que existiam até à data faziam crer que que esta calvície comum era provocada por excesso de hormonas masculinas. Agora, estes dois estudos demonstraram que existe uma variação do gene codificador das hormonas masculinas (cromossoma X), mas também variações do cromossoma 20 em 14 por cento da população.



De acordo com Tim Spector, que coordenou o estudo inglês, os investigadores já possuem uma ferramenta capaz de diagnosticar a tendência para a perda de cabelo antes dos 50 anos. Segundo este cientista, citado pel BBC, a possibilidade de prever a calvície pode estimular o desenvolvimento de novos medicamentos de prevenção.