O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, admitiu este sábado que poderá submeter-se a um referendo revogatório do seu mandado, mas apenas em 2017 e não em 2016 como pretende a oposição e se forem cumpridos os requisitos estabelecidos na lei.

"Se cumprirem com os requisitos, o referendo será no próximo ano e se não cumprirem com os requisitos não haverá referendo, aconteça o que acontecer", disse.

Nicolás Maduro falava durante o Congresso da Pátria capítulo Grande Missão Habitação Venezuela, que decorre no Poliedro de Caracas.

Este sábado, centenas de venezuelanos manifestarma-se contra falta de alimentos junto de uma sucursal da rede de supermercados Central Madeirense, propriedade de empresários portugueses radicados na Venezuela.

O protesto teve lugar no populoso bairro de Cátia, zona oeste de Caracas, com os cidadãos a reclamarem por terem de esperar um dia inteiro numa fila para conseguirem comprar "um quilograma de farinha por pessoa".

Apesar da forte presença de oficiais da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar), que tradicionalmente dificultam o trabalho da imprensa, várias pessoas queixaram-se aos jornalistas de que estavam chateados e de ânimos alterados e que os canais da televisão venezuelana tinham uma programação como se tudo estivesse "maravilhoso".