Um político da Geórgia, nos Estados Unidos, decidiu avançar com um projeto de lei para legalizar um medicamento derivado da canábis, depois de visitar uma menina de quatro anos, na semana passada. A criança sofre de uma paralisia grave, com sintomas bastante severos, que poderiam ser atenuados com tal medicamento.

«Sou um defensor improvável desta causa. Nunca fumei canábis na minha vida e nunca usei drogas. Mas visitei Haleigh Cox, a filha de um dos meis eleitores. Em resultado de ver a sua dor e sofrimento, com 100 convulsões por dia e percebendo que um remédio podia atenuar isso, fui obrigado a mudar de opinião», disse Allen Peake, em declarações telefónicas ao «Tje Huffington Post».

O medicamento em causa é cannabidiol, um componente não-psicoativo da planta de canábis. «Se Haleigh fosse minha filha ou minha neta, eu estaria movendo céus e Terra para ter a certeza que o medicamento ficaria disponível. É assim que temos de olhar para ela: é a filha de alguém. Vou usar cada grama da minha influência política para fazer passar esta lei», acrescentou Peake.

O projeto de lei que Peake está a preparar ressalva que a legalização visará apenas o cannabidiol e será muito restrito e «muito regulamentado». Fumar canábis não será permitido em qualquer circunstância.