«Skunk» é uma droga constituída por dois tipos de cannabis e, por conter um elevado nível de THC (tetrahidrocanabinol, a principal substância psicoativa) triplica o risco de episódios de psicose. Esta é a conclusão de um estudo, realizado pelo Instituto King's College, no Reino Unido.

A investigação decorrida ao longo de seis anos comparou 410 pacientes com idades entre os 18 e os 65 anos que relataram um primeiro episódio de psicose e 370 outros participantes saudáveis.

A psicose é um estado clínico característico de doentes de esquizofrenia e transtorno bipolar, cujas principais consequências são episódios de delírio e alucinações. As pessoas que sofrem deste tipo de transtorno são «extremamente paranoicas e desconfiadas» com tudo o que as rodeia.

«Skunk» é a droga que provoca mais efeitos colaterais aos fumadores, devido ao elevado teor de THC que a constituí. O haxixe, por exemplo, não está ligado a episódios de psicose porque contém uma substância designada canabidiol que os cientistas pensam agir como antídoto ao THC e portanto aligeira os efeitos colaterais provocados por este.

 

«O relatório demonstra que nenhum uso de drogas está isento de riscos. Qualquer pessoa que tenha problemas com as drogas deve procurar ajuda dos serviços locais especiais de drogas. É importante lembrar que o tratamento para qualquer o tipo de problema com droga, incluindo cannabis, está prontamente disponível e é muito eficaz», aponta a diretora de álcool, drogas e tabaco de saúde pública de Londres, Rosanna O’Connor.

A mensagem é clara para os utilizadores de cannabis e para os médicos que devem ser encorajados a perguntar quantas vezes e que tipo de cannabis os pacientes consomem de modo a prevenir este tipo de episódios.