São dois minutos, o plano apertado de um senhor com um casaco com uma rena e muito boa disposição. O denominado Canada Party apresenta-se, nada mais, nada menos, como candidato à presidência dos Estados Unidos. Com um logo que mistura as cores das bandeiras dos dois países e o slogan “América, mas melhor”.

“Olá América, somos nós, o Canadá. Somos o vosso vizinho mais branco e vocês não pensam muito em nós (…) mas nós temos pensado em vocês”, começa por dizer o humorista.

 

O protagonista ironiza que os candidatos à presidência dos Estados Unidos discutem se as “armas têm direito de casar” entre si. E o único candidato da extensa lista com direito a aparecer no vídeo é Donald Trump.

Sem mencionar o nome, mas com a fotografia em fundo, o homem de barbas e casaco de malha pergunta: “O que é isto? A América perdeu uma aposta?”

E, perante o cenário da corrida presidencial, o Canadá apresenta a candidatura à presidência dos Estados Unidos. “Não sou eu, nem o primeiro-ministro, mas todos nós, 34 milhões dos cidadãos mais educados que alguma vez irão conhecer, trabalhando por turnos”, perdoando os americanos por não terem votado no Canada Party em 2012.

E como é que os canadianos querem ajudar os norte-americanos?

“Vamos abrir uma creche gratuita por cada clínica da Planned Parenthood encerrada [clínicas que fazem abortos]. Vamos legalizar a marijuana para que possam parar de se preocupar com terroristas e passem a preocupar-se com a hipótese do vosso gato vos roubar as ideias. Vamos ajudar-vos a resolver o vosso problema racial, quando conseguirmos perceber qual é", acrescenta no monólogo.

No final, o plano é aberto e percebe-se o que, afinal, o canadiano bem-educado está a fazer: a construir um muro entre os dois países.

A construção do muro entrou na campanha presidencial republicana com Scott Walker. Donald Trump prefere um muro que separe os Estados Unidos do México.