As jovens estão menos informadas sobre assuntos relacionados com sexualidade e ginecologia do que as mulheres mais velhas. Mais, as mulheres mais novas têm mais dificuldades em localizar corretamente os seus orgãos sexuais. As conclusões integram um estudo da fundação inglesa de pesquisa para o cancro em mulheres, «The Eve Appeal».

De acordo com a investigação, as mulheres inglesas mais velhas não só demonstram ter mais conhecimentos sobre a sua saúde, como não sentem o embaraço que as jovens admitem ter quando se expõem numa consulta de ginecologia.



Estas revelações vêm contrariar a ideia de que as mulheres mais novas têm uma mente mais aberta para este tipo de questões: das inquiridas, 75% considerou que atualmente a sociedade é mais aberta e, por isso, é mais fácil para as mulheres mais novas falarem sobre ginecologia.

Mas apesar da modernidade dos tempos e de um maior acesso à informação, os dados obtidos são surpreendentes:

- Apenas metade das mulheres, entre os 26 e os 35 anos, foi capaz de localizar os seus órgãos sexuais corretamente;

- Uma em cada cinco mulheres, com uma idade entre os 16 e os 25 anos, não conseguiu indicar um único sintoma dos vários cancros ginecológicos;

- 65% das mulheres admitiu ter problemas em utilizar as denominações dos seus órgãos sexuais e destas 40% tinha entre 16 e 25 anos - as inquiridas preferem usar outras expressões para discutir assuntos relacionados com a sua saúde sexual;

- Mais de uma em cada dez mulheres, entre os 16 e os 35 anos, admitiu ser muito difícil expor os seus problemas e as suas questões com o ginecologista por ser embaraçoso.

O estudo da «The Eve Appeal» enquadra-se numa campanha de sensibilização para a prevenção do cancro ginecológico.

Para a prevenção destes tipos de cancro, nos quais se incluem o cancro do colo do útero, o do ovários e o do endométrio, os especialistas asseguram que a informação pode ser um fator determinante.

Em Portugal, o cancro ginecológico é o segundo mais frequente nas mulheres e apresenta uma taxa de mortalidade de 16,9%. Um valor que apenas é inferior à taxa de mortalidade do cancro da mama, situada nos 21,9%, segundo os dados da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia.