Reet Jurvetson. Ao fim de 46 anos, o corpo da mulher conhecida como "Jane Doe No. 59" foi finalmente identificada. 

Segundo um comunicado da polícia de Los Angeles, a mulher tinha sido esfaqueada até à morte e o seu corpo descoberto a 16 de novembro de 1969, mas a sua identidade permaneceu em mistério até agora.

A canadiana foi identificada publicamente pela irmã como Reet Jurvetson, revelam as autoridades em comunicado, acrescentando que isso só foi possível depois de um amigo da família ter reconhecido a fotografia em junho de 2015, enquanto navegava na base de dados dos Estados Unidos de pessoas desaparecidas e mortas não identificadas.

Depois de feita a identificação, as autoridades recorreram a um teste de ADN da vítima e da irmã, Anne Jurvetson, que confirmou a identidade de Reet Jurvetson. De acordo a polícia, Reet foi esfaqueada mais de 150 vezes na parte superior do tronco e pescoço quando tinha apenas 19 anos.

"Tentámos contactá-la, mas não conseguimos"

Também a irmã de Reet escreveu um comunicado onde explica que os retratos feitos pela polícia "não se assemelhavam a Reet" e que apenas as fotos de "post-mortem" vista por um amigo ajudou a que chegassem à identificação do corpo. O comunicado refere ainda que Reet Jurvetson tinha perdido o contacto com a família depois de uma viagem à Califórnia no outono de 1969. 

Parecia que tinha decidido ficar ali, porque os meus pais receberam um postal onde dizia que estava feliz, que tinha um bom apartamento em Los Angeles e disse-lhes para não se preocuparem. (...) Conforme o tempo foi passando, deixámos de receber notícia. Tentámos contactá-la, mas não conseguimos. Inicialmente, pensámos que a Reet estava, provavelmente, à procura de mais autonomia, e depois esperámos que entrasse em contacto connosco".

Mas esse contacto nunca chegou e a família acabou por assumir que Reet tinha decidido dar início a "uma nova vida" e nunca suspeitou que "ela tivesse sido morta".

E por isso mesmo, o seu desaparecimento nunca foi comunicado às autoridades que ao longo de 46 anos tentaram identificar o corpo conhecido como "Jane Doe No. 59".

Depois de todos este anos, tivemos de enfrentar os duros factos. A minha pequena irmã foi morta de forma selvagem. Não era o que eu queria ouvir. (...) É devastador. Tento encontrar conforto no relatório que diz que, pelo menos, ela não foi violada nem tinha álcool ou drogas no sistema. O seu corpo e órgãos estavam "intactos", o que significa que ela estava a cuidar de si. No entanto, estou horrorizada por pensar em como ela se deve ter sentido assustada e sozinha quando morreu".

Anne, de 73 anos, lembra ainda que a "Reet foi identificada, mas o assassino não" e pede a quem tenha informações sobre o caso que colabore com as autoridades.