A China anunciou uma medida histórica: a abolição dos campos de reeducação pelo trabalho. O presidente Xi Jinping cede deste modo à pressão de que estes campos são violações dos direitos humanos.

A decisão, divulgada pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, foi adotada na última reunião plenária do Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC), concluída na segunda-feira passada.

«Leis relativas à reabilitação e punição serão melhoradas. Reabilitação baseada na comunidade que ajudará os condenados reintegrarem-se na sociedade será também melhorada», indicou a mesma fonte.

Criados há meio século, os campos de reeducação pelo trabalho albergam milhares de pessoas que são lá colocadas apenas por indicação da polícia e sem julgamento. Fazem trabalhos forçados e sol a sol e as mulheres são vítimas de violações repetidas com objetos e outras torturas.

Em maio, esta situação foi denunciada internacionalmente através de um documentário, «Mulheres Sobre a Cabeça do Fantasma», da autoria de Du Bin , um fotógrafo free lancer do «New York Times», que desapareceu um mês depois.

Conheça aqui o campo que serviu de base ao documentário.



A China anunciou ainda que vai aliviar a sua restritiva política de controlo da natalidade e autorizar que os casais urbanos em que um dos cônjuges seja filho único possam ter dois filhos.

A decisão, divulgada pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, foi adotada na última reunião plenária do Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC), concluída na segunda-feira passada.

De acordo com a política de «um casal, um filho» imposta no início da década de 1980 às famílias urbanas, só os casais em que ambos os cônjuges eram filhos únicos estavam autorizados a ter um segundo filho.

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