Era uma vez um chefe de governo em campanha eleitoral, habituado a histórias mais maçudas sobre a governação de um país, mas que, pelos vistos, teve dificuldades no teste de leitura de uma escola primária, a avaliar pela expressão de uma menina.



A dada altura, enquanto David Cameron tentava arrancar com a leitura da história do dragão e da princesa, Lucy Howarth, de seis anos e aluna de uma escola de Bolton, no Reino Unido, deitou a cabeça na mesa.
Para quem está habituado a lidar com chefes mundiais, o início de conversa nesta turma de primeiro ano, foi complicado para David Cameron, que, ainda assim, manteve o sorriso. Um político com um plano B ou um pai de quatro habituado com certeza a episódios destes.


«Vais ler este livro para nós?», perguntou o primeiro-ministro britânico a Lucy, que imediatamente abanou a cabeça em sinal negativo.

Segunda tentativa de Cameron: «E se eu ler uma linha e tu a outra, está melhor?»


E Lucy coloca a testa sobre a mesa, num aparente misto de vergonha e desconforto, até que parece «autorizá-lo» a começar.

Era uma vez uma história de campanha difícil para David Cameron. A educação é uma das bandeiras destas eleições, já que os Conservadores apostam forte no Inglês e na Matemática.